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domingo, 6 de junho de 2010

Contra o preconceito

O ser humano tem um grande desafio conviver com as diferenças. É o maior de todos. Porque a convivência representa o despojar-se de todas as ignorâncias e sabedorias e, não procurar ser igual, mas entender, aceitar e conviver de bem com os semelhantes. Melhoramos muito como seres humanos ao longo dos tempos, quando os direitos humanos estabeleceram o reconhecimento às pessoas como valor e espécie.
Um exemplo básico está no filme "Milk - a voz da igualdade", o personagem assume seu valor pelos direitos da espécie. Esta é uma só, mas diversificada pelos caracteres de cada indivíduo, expõe essas "diferenças". A não aceitação dessas "diferenças" faz surgir o racismo, preconceito, a intolerância, elementos desqualificantes para quem as possui.
A cor da pele, a preferência sexual, o lugar onde mora, a classe social, entre outros, são fatores da descriminação que ainda acompanha a trajetória humana. Urge, então, quebra-lá.
Já ouvimos pessoas, de ótimo nível cultural, criticarem novelas em que apareciam homossexuais que se apresentavam sem censura, de forma clara. Alegavam que essas pessoas iriam crescer diante da "propaganda" dessas novelas.
O que poderia acontecer é que muitas pessoas sairiam do armário e tomariam a devida coragem para assumirem as suas características, vencendo os preconceitos da sociedade e principalmente os seus próprios preconceitos.
Assim, cada um, vivendo com liberdade, mostrando o que é, poderá fazer a sua parte para que a sociedade ainda que de forma lenta e cheia de precauções, por medo de críticas, venha aceitar a homossexualidade como uma variante da biodiversidade sexuual.