A nossa vida, desde criança é cheia de momentos que se fixam em nossa memória. Tem de tudo um pouco: o chocalho do berço, o primeiro dia de aula na escola, o sorriso de um novo colega, a excurssão de colégio...Independentemente do valor afetivo, parte de nós funciona igual a um computador. Podem-se classificar cada um desses fatos como algo bom ou ruim, mediante um pouco de tudo: nossos próprios juízos, elogios que recebemos, broncas ou simplesmente um olhar.Há uma verdadeira obsessão pela vitória em nossa mentalidade e sociedade. Chegar ao segundo lugar? Nem pensar! Para começar em uma sociedade bem aguerrida esse tal de segundo lugar pode significar não conseguir um emprego, não receber uma promoção. A vida é incerta sim e cheia de desafios, vários deles monetários, e muitos pais projetam suas frustações nos filhos, querendo que eles sejam ou conquistem o que não conseguiram. É o famoso "meu filho vai chegar lá, onde não cheguei".
Além da necessidade real de conseguir um lugar a sol, sempre queremos conseguir o que nós gostariamos do jeito que for. O jeitinho brasileiro é típico comportamento tinhoso, em que se busca ganhar a todo custo, sem pensar nas consequências. Um exemplo bem claro e todo o Brasil acompanhou o piloto Rubinho Barrichello. Ele tem um único "pecado": não trouxe nenhum título ao Brasil e sofre zombarias apesar de anos e anos pilotando entre os melhores do seu tempo. Mas isso, além de trágico, foge um pouco da realidade, não? Afinal, ter perdido um concurso de sua cidade fez de você alguém pior? Assim como entre o preto e o branco existem multiplas tonalidade de cinza, entre o que chamamos de derrotas e vitórias. Bem há muitas formas de encarar a questão.
Vencer por vencer, conquistar por conquistar? Afinal, até onde isso pode ir?

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